sexta-feira, 6 de julho de 2012

Falando sobre aranhas (parte 1)

Hoje, eu, grande Cthulhu, incorporei a mente de um dos espécimes inferiores de sua raça para poder conferir o novo filme do chamado herói "homem-aranha". Sou um grande adepto da série aqui nas profundezas sórdidas de meu recôndito submerso, e expressarei minha opinião através desse sonho para vocês.

Como eu esperava, o filme manteve a boa qualidade dos chamados "efeitos especiais" (se a raça humana ao menos conhecesse os princípios mais básicos da magia, não precisaria investir no que vocês chamam de "tecnologia"). Em uma análise geral, o filme foi apreciavelmente decente. Manteve-se fiel em muitos aspectos a história original (Gwen Stacy como primeira namorada do aranha, lançadores de teias desenvolvidos pelo Parker, além de um breve tributo as origens do aranha no wrestling e a uma atualização decente da história da morte do tio Ben).

As curtas e poucas piadas do filme (para o que é esperado de um filme do homem-aranha) foram boas ainda assim, e o ator que encarnou o papel manteve um desempenho decente, apesar de ser fenotipicamente muito pouco parecido com o Peter Parker que o mundo conheceu através de gibis e animações.

Eu separaria o filme em duas metades: a primeira uma hora de filme transcorre com um retrospecto da vida de Peter até agora (detalhe que ele não está órfão, mas sim com seus pais desaparecidos) até o ponto da aquisição e aprimoramento de suas habilidades como o aranha. A segunda parte é o surgimento do vilão Lagarto, o alter ego de Curt Connors, e o embate entre este antagonista famoso no universo dos desenhos e dos quadrinhos e o "amigo da vizinhança".

Como pontos positivos posso citar a trama bem bolada envolvendo os pais do Peter e o desenvolvimento do cruzamento genético entre espécies, assim como a tecnologia dos lançadores de teia. Alguns pontos inovadores foi o modo como o aranha usou sua teia no filme, tanto para sentir a presença do lagarto como para se impulsionar de maneira elástica acelerando sua velocidade. As lutas foram bem encenadas e o desempenho no geral foi bom. A menção a alguns aspectos simples da ciência de vocês mortais para o publico leigo foi interessante, mencionando RNAm, e leis físicas como a massa de um pêndulo não alterar sua frequência.

Minhas críticas negativas vão principalmente para o figurino e para a atriz que interpretou a Gwen. A nova roupa do aranha ficou muito brilhosa, mas parecendo uma fantasia de carnaval. O gráfico do lagarto estava mediano, mas parecendo um hulk com cauda. O característico focinho reptiliano foi abandonado em detrimento de uma arte mais humanóide, o que na modesta opinião deste soberano sob as águas só prejudicou a figura bestial da criatura.

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